Ok, o Brasil não vive uma de suas melhores fases na questão política e econômica, mas agora lhe perguntamos: adianta ficar chorando pelo leite derramado? A grande questão é, qual aprendizado podemos tirar de tudo isso?

Em momentos de economia acelerada, onde o processo empresarial é estável, as vendas são praticamente “tirar pedido”. As empresas investem em uma publicidade aqui outra acolá, e o cliente aparece. Com isso, o empresário foca todos os seus esforços em atender a esta demanda latente. Com o volume de produção e vendas alto, o importante é pensar em como vender mais e produzir mais, sem dar muita importância a alguns problemas do dia a dia que vão ficando para trás, como por exemplo: desperdício, excesso de gastos, baixa produtividade, baixo nível de competência, motivação dos funcionários e etc. Parece que uma cegueira generalizada toma conta desse empreendedor, já que seu foco é vender e ver o lucro no final do mês.

E ai quando chega uma crise, as vendas caem, e consigo a produção. Entra em cena o desespero, e o foco muda. Agora é hora de reduzir custos, ganhar eficiência, ter maior competência comercial e principalmente, trabalhar com planejamento e organização. Neste momento o empresário se pergunta: mas como fazê-lo se isso nunca foi realizado na minha empresa?

A antiga passividade administrativa é imediatamente substituída por um rompante de soluções mágicas, realizadas de forma imediatista, pontual, sem atacar a causa raiz, e ainda pior, feitas de improviso. É um ato desesperado, sem ter a certeza do caminho correto, que gera mais confusão e ineficiência nas áreas.

Neste novo cenário é necessário aprender a parar, pensar, pesquisar, estudar, analisar, debater o assunto com pessoas experientes no assunto, planejar, comunicar as mudanças a todos, e então ir para a ação, de forma organizada, estruturada e preventiva. Essas ações colocarão a sua empresa em outro patamar, e quando os ventos mudarem novamente, você estará muito mais fortalecido e competitivo, podendo desfrutar os momentos de alta de forma plena.

Realmente é tempo de mudar. Mas mudar de forma assertiva.

Wilson Rios